Em meio aos conturbados anos 50, perda da Copa do Mundo em pleno Maracanã (1950) – e sua vitória em 1958, a volta de Getúlio Vargas ao poder, que implanta uma política nacionalista e sua morte (1954), fabricação do primeiro fusquinha (em 1950 foi importado o primeiro, em 1959 o nacional custava Cr$ 59.750,00 cruzeiros de então, uma fortuna, como prenúncio de que o Brasil era o país do futuro), morte de Carmem Miranda (1955), a inauguração da televisão no Brasil, o rock conquista os mais jovens, os delírios arquitetônicos de Oscar Niemeyer e a loucura de Juscelino Kubitschek que viria a ser presidente (1956), com a proposta de governo que promete desenvolvimento para o Brasil de “50 anos em 5” e começa a construção de Brasília, reinava a Bossa Nova… O pop da vez…
O Brasil dos anos 50 tinha os olhos voltados para o Rio de Janeiro e acompanhava com particular interesse o que acontecia nas areias que vão do Leme ao Posto 6. Sofríamos uma grande influência americana, como por exemplo a alta-costura, que era ditada pela Vogue.
É a época dos playboys de Copacabana, com seus Cadilacs rabo-de-peixe, calça rancheira, mocassim branco, camisa ban-lon, cabelos cortados a “príncipe Danilo”. O conquistador da época gostava das “boazudas” para farrear e da mocinha ingênua para casar. Os homens ficavam entre os preconceitos herdados das décadas anteriores e a rebeldia irreverente de James Dean; as garotas seguiam os conselhos das seções femininas de A Cigarra, O Cruzeiro e mais tarde, da Manchete.
Alceu Penna, exímio desenhista, marcou época com a elegância e atualidade de seu traço. As garotas do Alceu, tinha uma visão da namorada com que o país sonhou. Moderna, charmosa, elegante e um comportamento, que não colocava em risco o machismo. Ele criou com suas garotas mais do que moda, mas quase o padrão da mulher ideal.
O símbolo sexual dos anos 50 era Marilyn Monroe. No Brasil, as atrizes de teatro rebolado representavam esses padrões (Mara Rúbia, Wilza Carla e Anilza Leoni) e Marta Rocha transformou-se no protótipo de beleza da mulher brasileira (1954).
Marta Rocha perde o título de Miss Universo, mas consagra a beleza da
mulher brasileira.
POR DUAS POLEGADAS A MAIS
” Por duas polegadas a mais ¯ Passaram
a baiana pra trás. Por duas polegadas,
E logo nos quadris Tem dó, tem dó, seu juiz “.
No início do século XX, quando as mulheres começaram a ir a praia, os trajes cobriam o mais possível as formas.
Depois os maiôs foram se encurtando. As pernas foram ficando descobertas, surgiram os decotes nos ombros,
colos e costas. Depois veio o duas-peças e por fim o toque ousado com o biquíni.
As moças começaram a andar de calça comprida e a aceitar carona de carro e lambreta. O bambolê para afinar a cintura, também era grande moda na época.
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Coqueluche da época: a lambreta simboliza a juventude rebelde. As moças usam lenço no pescoço. Ele usa óculos Ray-Ban e topete. Ambos mascam chiclete (1954).
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A nova juventude rebelde dos anos 50, com suas roupas coloridas e dança energética, blusões de couro, os topetes, as camisas coloridas e calças rancheiras recebem influência de Elvis, que se transformaram na linguagem de todos os jovens da época, rompendo com padrões tradicionais e pela primeira vez um gênero musical consegue se transformar em agente e veículo de uma violenta transformação no modo de vestir, pensar e agir de milhões de jovens.
Em 50, a saia-balão, as saias plissadas com conjunto de blusa e casaquinho, acompanhados de meia soquete e sapato mocassim, mais as calças de helanca com blusas de Jersey estampado são a grande coqueluche até os anos 60. Os 2 modelos femininos mais importantes dos anos 50 foram: o redingote, vestido cinturado, de saia larga, preso na frente com cinto fantasia atrás e tailler, saia justa e casaco curto e solto do corpo, com blusa sem gola ou de jabot.
As luvinhas curtas podiam ser usadas em diferentes ocasiões. Os brotinhos usavam saias rodadíssimas (godê duplo), vaporosas e cheias de anáguas.
Para noite, os decotes eram tomara-que-caia ou de alcinhas. Gil Brandão é o modelista mais famoso do Brasil. Seus modelos vinham na recém-lançada revista Manequim.
Nesse período a indústria da beleza se desenvolveu. Usam soutien da De Millus, que “ergue, prende e realça com naturalidade”. Quando vão à praia, usam maiôs Catalina, óculos Ray-Ban e sandálias de salto.
“A mulher – 1959, não é extravagante nem exótica. É espontânea, jovem, prática. Usa vestidos fáceis, simples, de uma graça incomparável. Exprime a própria personalidade na escolha das cores, tecidos e na combinação dos mesmos” (Jornal da Moda, Revista Manequim, novembro 1959).
Fonte: http://www.geocities.com/anos_dourados/home.htm